Ingmar Bergman

Ingmar Bergman during the making of Wild Strawberries

Ingmar Bergman é um daqueles diretores que quanto mais eu vejo seus filmes mais eu o admiro. Seus filmes são brilhantes, cheios de símbolos e questionamentos sobre a natureza humana. O primeiro filme que vi do diretor sueco foi Fanny e Alexander, mas não fui eu que o escolhi. Aliás quando o vi não tinha sequer idade para entender, embora esse seja um de seus filmes mais autobiográficos e menos filosóficos. Acho que a paixão por seus filmes surgiu mesmo depois de assistir O Sétimo Selo e Morangos Silvestres.

Qualquer um que aprecie a obra de Bergman, deve consultar o site Ingmar Bergman Face to Face. Apesar do título em inglês o site está todo em sueco. Há arquivos sobre seus trabalhos no cinema, no teatro – sua paixão, roteiros e o imagens e símbolos do universo criativo de Bergman. Entre muito conteúdo, imagens de documentos pessoais que achei que nunca veria, há também diversas imagens e vídeos. Há também uma busca e informações divididas por data. Uma dica para não cair no desespero, caso você fale tanto sueco quanto eu, o que atualmente significa quase zero, é tentar o tradutor online Systran. Não é perfeito, há sempre algumas palavras que ele não traduz e o resultado em inglês muitas vezes será mais divertido do que satisfatório, só que quebra o galho diante de tantas e maravilhosas informações sobre o diretor.

Smiles of a Summer Night

Bergmanorama é um ótimo site sobre Bergaman, e o melhor em inglês. Perfil, trabalhos, pessoas com quem trabalhou, biografia, fotos e notícias. A sessão de imagens é imensa: há fotos do diretor, dos atores, do teatro e dos filmes, e selecionando of ilme há muitas outras fotos. O site tem ainda um link para um grupo de discussão sobre o diretor.

O site Samlaren tem uma galeria com imagens de posters originais dos filmes de Bergman, em sueco é claro. Não sei se tem de todos os filmes, mas a galeria é razoável. É só uma pena que as imagens estejam pequenas. Aqui há mais algumas imagens de posters de seus filmes, ilustradas por artistas poloneses, o que torna os filmes ainda mais sombrios. O MovieGoods, um site para venda de posters, tem vários posters. Ignore que os posters estão à venda e aprecie as imagens, com um tamanho um pouco melhor do que as do primeiro link.

Há centenas de páginas dedicadas ao trabalho de Bergman, mas nem todas têm um bom conteúdo, algo que valha a pena a visita. O IMDb é quase obrigatório, pois além da filmografia completa ainda tem os títulos em outros países, em língua inglesa a maioria deles e biografia. Resolve vários problemas quando você quer descobrir o título de algum filme dele, mas não sabe como é o nome em sueco. O IngmarBergman.com não é o site oficial, mas contém algum (pouco) material interessante, nem que seja pela lista de livros sobre Bergman. Classic Movies tem uma lista com muitos links dividos por assunto, como biografia, filmografia, artigos, galerias, etc. Nem todos são bons, mas para quem quer saber mais já é um começo.

Há várias páginas com artigos específicos, seja a biografia do diretor, seja sobre um determinado filme. Aqui vão algumas que devem ser conferidas:

– A Senses of Cinema tem uma boa biografia sobre o diretor e no final do artigo links para resenhas de quatro filmes.

Esse site com informações culturais sobre a Suécia tem uma boa biografia sobre o diretor.

– O artigo da Wikipedia, já citado no começo, dá uma visão geral de seus trabalhos e vida, e ainda indica alguns links interessantes para visitar.

The Seventh Seal contém algumas anotações sobre o filme incluindo resenha e um slide-show.

The Seventh Seal

Sugiro ainda assistir ao documentário sueco de 2004 dirigido por Marie Nyreröd: Ingmar Bergman. Dividido em 3 episódios, num total de 174 minutos, ele faz uma trajetória da obra do diretor. A primeira parte é dedicada ao cinema, a segunda oa teatro e a terceira fala de sua vida e a casa na ilha de Fårö onde o diretor vive. É interessantíssimo ver como ele fala de si mesmo, com um tom crítico, como cita seus problemas como demônios e a descrição de seu processo criativo. É longo, mas todos os minutos compensam para quem quer compreender melhor sua obra.

Para quem gosta de análises misturando psicologia ou filosofia aqui vão dois trabalhos de faculdade realisados em 2002. Persona foi um trabalho em grupo para a aula de psicologia sobre o filme com o mesmo título, uma mistura de análise com observações sobre o comportamento das personagens e psicologia. Infelizmente o número de páginas do trabalho era limitado e muita coisa acabou ficando de fora. Persona: Bergman, Jung e Kierkegaard é uma de minhas divagações em forma de trabalho, coisa que eu ainda gosto de fazer, mas que não faço por tempo. O trabalho une anotações prévias feitas para o trabalho de Persona, com observações da influência pensamento do filósofo Søren Kierkegaard e de Carl Jung nas obras de Bergman. É uma pena que na época eu não soubesse da influência de August Strindberg em suas obras na época em que fiz o trabalho, principalmente no teatro.

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