Nerone

NeroneContinuando na linha dos filmes mudos, dessa vez o selecionado foi Nerone, dirigido por Luigi Maggi, em 1909. Nem pensem em comparar com o fantástico Cabiria, que é um longa, realizado anos depois, quando os italianos já tinham muito mais técnica e estavam no auge das grandes produções.

Nerone é um curta sobre o imperador romano piromaníaco Nero, e sobre seu amor por Poppea. Como grande parte desses, filmes, como eu já disse e repito: a história pode parecer meio confusa, e por isso é necessário conhecer um pouco do contexto para melhor compreender o filme. Já viu A queda do império romano dirigido por Anthony Mann, em 1964, com Sophia Loren e Alec Guinness? Pois bem, se viu ajuda. Aliás, eu recomendo este filme.

Um detalhe interessante desse filme, e que eu ainda não citei sobre os filmes mudos é o uso da cor. Os filmes eram feitos em preto e branco é claro, mas isso não impediu o uso da cor nos primórdios do cinema. Méliès era um dos mestres no uso da cor, como demonstra boa parte de seus filmes com cópias coloridas a mão.

Além da técnica de colorir as cópias a mão, havia também o uso de filtros coloridos: azul para noite, amarelo para dia, vermelho para momentos fortes e assim por diante. Nosferatu faz uso desses filtros coloridos ao longo do filme. Nerone também utiliza esses filtros, mas em apenas duas cores: verde, quase todo o filme, e vermelho para… adivinhem… o incêndio! Bom, de qualquer forma aqui está o vídeo para quem quiser ver mais tarde.

Atualização: infelizmente o Google Video removeu o filme, junto com centenas de outros.

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