Retrospectiva Norman McLaren na Cinemateca

Norman Mclaren

A partir de hoje e até o dia 11 de novembro, acontece na Cinemateca a Retrospectiva Norman McLaren. A retrospectiva sobre um dos maiores animadores de todos os tempos contará com dezenas de curtas de Norman McLaren, longas sobre seu processo criativo e alguns filmes que homenageiam suas animações abstratas e apresentam suas influências no cinema brasileiro.

A retrospectiva composta de 10 programas que reúnem e apresentam os filmes de McLaren a partir de diferentes recortes, técnicos e temáticos traz a obra completa, em versão restaurada, desse mestre da animação com o apoio do National Film Board do Canada e do Consulado Geral do Canadá. A Retrospectiva será exibida primeiro na Cinemateca Brasileira e depois viajará pelas principais capitais do país. A Cinemateca exibirá ainda um documentário sobre o cineasta, inédito no Brasil e mais dois programas especiais: uma homenagem ao veterano animador Roberto Miller (cineasta paulistano que estudou com McLaren nos anos 1950) e um bate-papo com dois animadores brasileiros da nova geração, Diego Stoliar e Jonas Brandão, que participaram este ano de um intercâmbio no NFB.

Pioneiro do cinema e fundador do departamento de animação do National Film Board of Canadá, Norman McLaren (1914–1987) é um dos maiores nomes da história do cinema de animação; um artista cujo brilho, criatividade e consciência social continuam a influenciar os cineastas até hoje. Desde as primeiras experiências cinematográficas na Escócia em 1933 até seu último filme no NFB em 1983, o conjunto das obras de McLaren revela talento e criatividade extraordinários, bem como profundas raízes humanistas.

McLaren era artista complexo e criador prolífico, e abriu novos caminhos e possibilidades dentro de um leque amplo de mídias e estilos. Foi um mestre do “filme direto” – ao desenhar e riscar no celulóide, criando até mesmo sons sintéticos ao desenhar sobre pistas ópticas sonoras. Abriu caminho na técnica chamada pixilation, na qual atores e objetos são filmados quadro a quadro e transformados em marionetes. Foi pioneiro na “música visual”, explorando novas maneiras para criar representações visuais da música que ele tanto amou, e outras vezes explorou o movimento puro. Cinema abstrato, surrealista, dança – nenhuma área ficou ausente da incansável imaginação de McLaren.

Norman McLaren, acima de tudo, era movido por um profundo compromisso com o pacifismo, os direitos humanos e a justiça social. Da mesma maneira como foi um inovador na forma, ele liderou a fusão da arte com a consciência social, e este legado inspirou gerações de cineastas engajados em questões sociais.

Restaurar os clássicos de McLaren foi um trabalho de amor de toda a equipe do NFB, reconhecido com um prêmio da Federação Internacional de Bibliotecas Audiovisuais e Comerciais, de Londres, para a Melhor Restauração ou Projeto de Preservação em Arquivos. Ao devolver estas estimadas obras para a grande tela, o NFB trabalha para que todo o mundo redescubra o gênio de um dos animadores mais influentes do Canadá e da história do cinema.

Quem não tiver a oportunidade de conferir toda a programação pode aproveitar para dar uma olhada em seu trabalho on-line mesmo. A NFB mantém on-line alguns dos filmes de McLaren, incluindo o documentário Pen Point Percussion e o clássico pacifista em pixelation Neighbours (vizinhos). O site conta ainda com uma exposição sobre Norman McLaren e seu processo criativo, além de diversas outras páginas sobre seus filmes e sua fundamental importância na história do cinema de animação, experimental e na formação do National Film Board of Canadá. Várias animações podem também ser vistas on-line no Videos with Bibi.

Neighbours de Norman McLaren

Confira a programação completa abaixo:

Programa McLaren Clássicos (Exibição em 35mm, 75’)

As obras-primas de Norman McLaren – cuidadosamente restauradas por artesãos do National Film Board of Canada (NFB), e apresentadas em 35 mm – reluzem com um novo brilho. Os trabalhos foram restaurados usando materiais conservados no NFB, no Arquivo Nacional do Canadá e na Cinemateca de Quebec. Ao limpar as imagens e as trilhas sonoras dos filmes, os restauradores foram cuidadosos em respeitar o trabalho de McLaren, garantindo que os traços artesanais de suas obras permanecessem evidentes.

Norman McLaren’s Opening Speech / Discours de bienvenue de Norman McLaren (Canadá, 1961, 7’) • Stars and Stripes / Étoiles et bandes (Estados Unidos, 1940, 2’, sem diálogos) • Hen Hop (Canadá, 1942, 4’, sem diálogos) • Begone Dull Care / Caprice en couleurs, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1949, 8’, sem diálogos) • A Chairy Tale / Il était une chaise, co-dirigido por Claude Jutra (Canadá, 1957, 10’, sem diálogos) • Lines Horizontal / Lignes horizontales, co-dirigido por E. Lambart (Canadá, 1962, 6’, sem diálogos) • Blinkity Blank (Canadá, 1955, 5’, sem diálogos) • Le merle (Canadá, 1958, 4’, sem diálogos) • Neighbours / Voisins (Canadá, 1952, 8’, sem diálogos) • Synchromy / Synchromie (Canadá, 1971, 8’, sem diálogos) • Pas de deux (Canadá, 1968, 13’, sem diálogos)

Programa Primeiros Filmes (Exibição em DVD, 77’)

Em 1936, na Escócia, o jovem Norman McLaren participou de um festival de cinema amador. Seu trabalho foi notado por John Grierson, que era membro do júri. Grierson ofereceu a McLaren um trabalho na divisão de cinema dos Correios (GPO) de Londres, onde dirigia trabalhos criativos e inovadores. McLaren começou então a fazer experiências com técnicas de animação sem câmera, tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos (Love on the Wing é sua primeira obra-prima). Enquanto isso, Grierson foi para o Canadá fundar o NFB, e recrutou McLaren para a instituição em 1941. O resto, como dizem, é história.

Beginnings / Les débuts, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 5’) • 7 till 5 (Reino Unido, 1933, 13’, silencioso) • Camera Makes Whoopee (Reino Unido, 1935, 25’, silencioso) • Polychrome Fantasy (Reino Unido, 1935, 3’, silencioso) • Book Bargain (Reino Unido, 1937, 8’) • Mony a Pickle, co-dirigido por Richard Massingham e Alberto Cavalcanti (Reino Unido, 1938, 4’) • The Obedient Flame(Reino Unido, 1939, 10’) • Love on the Wing (Reino Unido, 1938, 4’, sem diálogos) • July 4th, 1941 (test), co-dirigido por Guy Glover e outros (Estados Unidos, 1941, 3’, silencioso) • Stars and Stripes / Étoiles et bandes (Estados Unidos, 1940, 2’, sem diálogos)

Programa A Arte do Movimento (Exibição em DVD, 80’)

Norman McLaren começou sua carreira rabiscando e desenhando diretamente na película. Os filmes que dirigiu usando esta técnica demonstram seu senso inigualável de movimento. Ao assistirem estes filmes, os espectadores são atraídos pelo puro dinamismo que os fotogramas transmitem. Devemos a McLaren uma famosa afirmação: “O que acontece entre um fotograma e outro é mais importante do que o que acontece em cada fotograma”.

The Art of Motion / L’art en mouvement, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 3’) • Begone Dull Care / Caprice en couleurs, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1949, 8’, sem diálogos). • Lines Vertical / Lignes verticales, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1960, 6’, sem diálogos) • Lines Horizontal / Lignes horizontales, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá., 1962, 6’, sem diálogos) • The Making of Mosaic (test), co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá., 1960-2004, 1’, silencioso) • Mosaic / Mosaïque, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1965, 5’, sem diálogos) • Spook Sport, co-dirigido por Mary Ellen Bute (Estados Unidos, 1940, 8’, sem diálogos) • Fiddle-de-dee (Canadá, 1947, 3’, sem diálogos) • Le merle (Canadá, 1958, 4’, sem diálogos) • Le merle – tests and outtakes / Le merle – test et chutes (Canadá, 1948, 3’, silencioso) • Hoppity Pop (Canadá, 1946, 2’, sem diálogos) • Mail Early (Canadá, 1941, 2’, sem diálogos) • Mail Early for Christmas (Canadá, 1959, 1’, sem diálogos) • Chaplin Test (Canadá, anos 1940, 1’, silencioso) • New York Lightboard Record (Canadá, 1961, 8’, silencioso) • Birdlings (test) (Canadá, 1967, 4’, silencioso) • Short and Suite (Canadá, 1959, 5’, sem diálogos)

Programa Guerra e Paz (Exibição em DVD, 71’)

As hostilidades da Segunda Guerra Mundial afligiram muito o jovem Norman McLaren e uma linha pacifista surgiu em seu trabalho. Embora tenha feito filmes destinados a apoiar as tropas e promover o esforço de guerra, McLaren também ficou interessado na natureza dos conflitos, como podemos ver em trabalhos como A Chairy Tale e o famoso Neighbours. Sob o humor existe uma profunda preocupação pelo estado do mundo.

War and Peace / Guerre et paix, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 5’) • News for the Navy (Reino Unido, 1937-1938, 11’) • Hell Unlimited, co-dirigido por Helen Biggar (Reino Unido, 1936, 19’, silencioso) • Snakes (unfinished film) (Canadá, versão de 1943, 1’, silencioso) • Keep Your Mouth Shut (Canadá, 1944, 2’) • Our Northern Neighbour (animated excerpt from “The Wook”), co-dirigido por Tom Daly (Canadá, 1944, 1’) • V for Victory (Canadá, 1941, 2’, sem diálogos) • 5 for 4 (Canadá, 1942, 3’, sem diálogos) • Dollar Dance (Canadá, 1943, 4’, sem diálogos) • A Chairy TaleTests and Outtakes / Il était une chaisetests et chutes, co-dirigido por Claude Jutra (Canadá, 1956-1957, 4’, silencioso) • A Chairy Tale / Il était une chaise, co-dirigido por Claude Jutra (Canadá, 1957, 10’, sem diálogos) • A Chairy Tale – Alternate Ending / Il était une chaise – essai pour séquence de fin, co-dirigido por Claude Jutra (Canadá, 1956-1957, 1’, sem diálogos) • Neighbours / Voisins (Canadá, 1952, 8’, sem diálogos)

Programa Pintando com Luz (Exibição em DVD, 69’)

Os filmes que Norman McLaren fez com lápis de cera (La Poulette grise) e giz (Là-haut sur ces montagnes) demonstram notáveis efeitos de luz. Suas origens vêm da fascinação de McLaren pelo jogo de luzes que acompanha o movimento das nuvens no céu. Para McLaren, o movimento é, às vezes, sugerido pelas variações sutis da luz sobre os objetos ou as paisagens. Em outros filmes, como Blinkity Blank, seu trabalho com luzes lembra mais as pirotecnias.

Painting with Light / Peintre de la lumière, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 5’) • La Poulette Là-haut sur ces montagnes (Canadá, 1945, 3’, sem diálogos) • Là-haut sur ces montagnes – test (Canadá, 1944, 1’, silencioso) • McLaren at Play (tests) (Canadá, anos 1940, 5’, silencioso) • Spheres / Sphères, co-dirigido por René Jodoin (Canadá, 1969, 7’, sem diálogos) • Blurr Test (Canadá, 1956-1957, 11’, silencioso) • The Flicker Film (unfinished film) (Canadá, 1961, 4’, sem diálogos) • Serenal (Canadá, 1959, 3’, sem diálogos). • Pinscreen Tests (Canadá, 1961, 1’, silencioso) • The Seasons / Les Saisons (unfinished film)(Canadá, 1966, 5’) • The Corridor (unfinished film) (Canadá, anos 1950, 1’) • Little Negro (unfinished film) (Canadá, anos 1940, 2’, silencioso) • C’est l’aviron (Canadá, 1944, 3’, sem diálogos) • Bounce Film (test)(Canadá, versão 1960, 1’, silencioso) • Doors (unfinished film) (Canadá, final dos anos 1950, 2’, silencioso) • Blinkity Blank (Canadá, 1955, 5’, sem diálogos) grise (Canadá, 1947, 6’, sem diálogos) • La Poulette grise – test (Canadá, 1947, 4’, silencioso) •

Programa Surrealismo (Exibição em DVD, 61’)

Nos anos 30, Norman McLaren descobriu Fantasmagorie, de Émile Cohl, e A Night on Bald Mountain, da dupla Alexandre Alexeieff e Claire Parker. Ambos os filmes são construídos a partir de uma série de transformações ousadas e apaixonantes. McLaren foi também influenciado pelo pintor surrealista francês Yves Tanguy e em muitas ocasiões adotou uma estética surrealista – transferindo para os filmes as imagens de seu inconsciente. Além disso, alguns de seus trabalhos abstratos e semi-abstratos compartilham também de uma sensibilidade semelhante.

Surrealism / Surréalisme, de Éric Barbeau. (Canadá, 2005, 4’) • A Little Phantasy on a Nineteenth Century Painting (Canadá, 1946, 4’, sem diálogos) • A Phantasy (Canadá, 1952, 7’, sem diálogos) • Essai de paysage à la Tanguy (test) (Canadá., 1944, 1’) • Pen Drawings (test) (Canadá, anos 1940, 2’, silencioso) • The Head Test (unfinished film) (Canadá, 1944, 3’) • Serenal (Canadá, 1959, 3’, sem diálogo) • The Hypnosis Film (test) (Canadá, anos 1960, 1’, silencioso) • Begone Dull Care / Caprice en couleurs, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1949, 8’, sem diálogos) • Love on the Wing (Reino Unido, 1938, 4’, sem diálogos) • Surrealistic Hand Drawing (unfinished film) (Canadá, 1939-1945, 1’, silencioso) • Hen Hop (Canadá, 1942, 4’, sem diálogos). • Boogie-Doodle (Estados Unidos, 1940, 3’, sem diálogos) • Fiddle-de-dee (Canadá, 1947, 3’, sem diálogos) • Dots / Points (Estados Unidos, 1940, 2’, sem diálogos) • Scherzo (Estados Unidos, 1939, 1’, sem diálogos) • Loops / Boucles (Estados Unidos, 1940, 3’, sem diálogos) • NBC Valentine Greeting (Estados Unidos, 1939, 2’, sem diálogos) • Short and Suite (Canadá, 1959, 5’, sem diálogos)

Programa O Animador Enquanto Músico (Exibição em DVD, 70’)

A música foi uma das artes que mais influenciou Norman McLaren. Em um filme como Canon, o cineasta cria um visual equivalente à estrutura musical. O resultado apresenta humor e inventividade. McLaren foi também pioneiro no campo da música eletrônica, experimentando com sons sintéticos e criando trilhas sonoras diretamente nos filmes a partir de três técnicas diferentes: pintando a pista de som em película transparente, riscando o som numa película emulsionada e fotografando o som no filme.

The Animator as Musician / L’animateur musicien, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 5’) • Workshop Experiments in Animated Sound (test) (Canadá, 1957, 5’) • Loops / Boucles (Estados Unidos, 1940, 3’, sem diálogos) • Pen Point Percussion / À la pointe de la plume (Canadá, 1951, 6’) • Neighbours / Voisins (Canadá, 1952, 8’, sem diálogos) • Animated Sound Test (Canadá, versão de 1950, 3’, sem diálogos) • Le merle rehearses (unfinished film) (Canadá, final dos anos 1950, 3’, sem diálogos) • Canon, co-dirigido por Grant Munro (Canadá, 1964, 9’, sem diálogos) • Korean Alphabet (Canadá, 1967, 7’, sem diálogos) • Synthetic Music Experiments / Expérimentation de musique synthétique (test) (Canadá, anos 1950, 5’, sem diálogos) • Mosaic / Mosaïque, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1965, 5’, sem diálogos) • Test A for Synchromy (Canadá, anos 1960, 1’, sem diálogos) • Test B for Synchromy (Canadá, final dos anos 1960, 3’, sem diálogos) • Synchromy / Synchromie (Canadá, 1971, 7’, sem diálogos)

Programa Dança (Exibição em DVD, 76’)

A paixão de Norman McLaren pelo movimento o conquistou para o mundo da dança. Seus amigos próximos dizem que ele frequentemente assistia recitais de balé, e que adoraria ter sido um bailarino. Alguns filmes de McLaren parecem danças frenéticas cheias de motivos abstratos, enquanto outras fazem referência mais explícita a dança – inclusive os balés de várias criaturas de seu bestiário (como galinhas, melros e outros pássaros). McLaren também criou três filmes de dança, entre os quais Pas de deux, sensual e encantadora obra-prima.

Dance / Le danseur, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 5’) • Hen Hop (test) (Canadá, 1949, 5’, silencioso) • Two Bagatelles Pas de deux – test (Canadá, 1965-1967, 7’, silencioso) • Pas de deux (Canadá, 1968, 13’, sem diálogos) (Canadá, 1952, 2’, sem diálogos) • On the Farm (test)(Canadá, 1951, 7’, silencioso) • Christmas Cracker: McLaren’s contribution / Caprice de Noël – La contribution de McLaren (Canadá, 1963, 4’, silencioso) • Ballet Adagio (Canadá, 1972, 10’, sem diálogos) • Narcissus – test / Narcisse – test (Canadá, 1973-1975, 2’, silencioso) • Narcissus / Narcisse (Canadá, 1983, 22’, sem diálogos) • (Canadá, 1942, 4’, sem diálogos) • A Summer Day in Ottawa in 1949…

Programa Papel Cortado (Exibição em DVD, 75’)

A técnica de papel cortado foi bastante utilizada nos primeiros anos do NFB, por ser simples e de baixo custo. Norman McLaren foi atraído pelo estilo geométrico e pela simplicidade gráfica da técnica. Ele utilizou recortes em alguns de seus filmes mais famosos, incluindo Rythmetic (co-dirigido por Evelyn Lambart) e Le Merle. A clareza e simplicidade da técnica de papel cortado são evidentes na série educativa Animated Motion, dirigida por McLaren e Grant Munro.

Paper Cuts-outs / Papiers découpés, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 4’) • Dans un petit bois (unfinished film) (Canadá, versão de 1943, 2’) • Animated Motion: Part 1 / Le mouvement image par imagepartie 1, co-dirigido por Grant Munro (Canadá, 1976, 9’) • Alouette, co-dirigido por René Jodoin (Canadá, 1944, 2’, sem diálogos) • La Perdriole (unfinished film) (Canadá, versão de 1945, 1’, silencioso) • Animated Motion: Part 2 / Le mouvement image par image – partie 2, co-dirigido por Grant Munro (Canadá, 1976, 9’) • 1-2-3 (unfinished film)(Canadá, 1955, 4’, silencioso) • Animated Motion: Part 3 / Le mouvement image par image – partie 3, co-dirigido por Grant Munro (Canadá, 1977, 10’) • Rythmetic, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1956, 9’, sem diálogos) • Animated Motion: Part 4 / Le mouvement image par image – partie 4, co-dirigido por Grant Munro (Canadá, 1977, 7’) • Le Merle (Canadá, 1958, 4’, sem diálogos) • Animated Motion: Part 5 / Le mouvement image par image – partie 5, co-dirigido por Grant Munro (Canadá, 1978, 7’) • Spheres / Sphères, co-dirigido por René Jodoin (Canadá, 1969, 7’, sem diálogos)

Programa Processo Criativo (Exibição em DVD, 117’)

Documentário sobre o processo criativo de Norman McLaren – o pai da animação no Canadá, e talvez, o maior cineasta experimental de todos os tempos. Poucos filmes capturam o processo criativo de um artista com tamanha inteligência e critério como esse.

Creative Process: Norman McLaren / Le Génie créateur: Norman McLaren, deDonald McWilliams (Canadá, 1990, 117’, legendas em português)

Programa Roberto Miller (Exibição em DVD, 38’)

Os trabalhos do cineasta paulistano Roberto Miller – precursor da animação abstrata e experimental no Brasil – remetem diretamente às obras do mestre Norman McLaren. A influência de McLaren é resultado dos seis meses que Miller estudou no National Film Board do Canadá, ainda nos anos 1950. Quando retornou ao Brasil, Miller integrou-se ao recém-formado Centro Experimental de Ribeirão Preto, fundado por Rubens Lucchetti e Bassano Vaccarini, produzindo filmes marcados pela experimentação rítmica, sonora e formal. Roberto Miller – que é sócio fundador da ASIFA (Association International du Film d’Animation) – também dirigiu filmes publicitários, criou vinhetas para TV e letreiros para diversos longa-metragens brasileiros.

Desenho abstrato nº 2 (Brasil, 1989, 4’) • O átomo brincalhão (Brasil, 1961-1964, 8’) • Balanço (Brasil, 1961-1963, 3’) • O mundo em 3 minutos (Brasil, 1969, 3’) • Visual laser (Brasil, 1979, 6’) • Ballet kaley (Brasil, 1981, 4’) • Filigranas (Brasil, 1978-1980, 4’) • Flash (Brasil, 1982, 3’) • Can Can (Brasil, 1977-1980, 3’)

Programa Hothouse (Exibição em DVD, 120’)

No primeiro semestre de 2007, dois animadores brasileiros – o carioca Diego Stoliar e o paulista Jonas Brandão – participaram do programa de animação Hothouse, promovido pelo National Film Board do Canadá. No dia 08 de novembro, às 20h00, na Sala Cinemateca / BNDES, a dupla de realizadores falará de suas experiências no NFB e do programa Hothouse para novos diretores, que este ano contou com a monitoria da vencedora do Oscar, Torill Kove. Os dois também darão conselhos e macetes para os que queiram fazer o programa nos próximos anos, além de revelar, passo-a-passo, o processo de realização de seus filmes. Ao final da palestra, exibirão os filmes do Hothouse e abrirão para perguntas do público.

PROGRAMAÇÃO

Terça 06/11
Sala Cinemateca / BNDES:
20h30 – Programa McLaren Clássicos

Quarta 07/11
Sala Cinemateca / Petrobrás:
15h00 -Programa Primeiros Filmes
16h30 – Programa A Arte do Movimento
18h00 – Programa Guerra e Paz
19h20 – Programa Pintando com luz
20h40 – Programa Surrealismo
21h50 – Programa O animador enquanto músico

Quinta 08/11
Sala Cinemateca / BNDES:
19h00 – Programa Roberto Miller
20h00 – Programa Hothouse
Sala Cinemateca / Petrobrás:
17h30 – Programa Dança
19h00 – Programa Papel Cortado
20h30 – Programa Processo criativo

Sexta 09/11
Sala Cinemateca / Petrobrás:
18h30 – Programa A Arte do Movimento
20h00 – Programa Guerra e Paz
21h30 – Programa Surrealismo

Sábado 10/11
Sala Cinemateca / BNDES:
14h30 – Programa O animador enquanto músico
15h50 – Programa Papel Cortado
Sala Cinemateca / Petrobrás:
15h20 – Programa McLaren Clássicos
16h50 – Programa Surrealismo
19h10 – Programa McLaren Clássicos
20h40 – Programa Processo criativo

Domingo 11/11
Sala Cinemateca / BNDES:
14h30 – Programa Dança
16h00 – Programa Pintando com luz
Sala Cinemateca / Petrobrás:
15h00 – Programa Guerra e Paz
16h30 – Programa Primeiros Filmes
20h00 – Programa O animador enquanto músico

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