Retrospectiva Kihachi Okamoto na 32ª Mostra

O guerreiro vermelho

Para celebrar o centenário da imigração japonesa a Mostra desse ano fará uma retrospectiva da obra de Kihachi Okamoto (1924 – 2005).

Ele é símbolo de uma era de ouro do cinema japonês construída por talentos abnegados, quase anonimamente, sem o conceito autoral depois consagrado pela primeira geração dos críticos-cineastas dos Cahiers du Cinéma da França. Os seus filmes seriam exibidos nos cinemas da colônia japonesa em São Paulo sem chamar então a atenção dos críticos. Okamoto, servindo às ordens do seu estúdio, adaptava-se a todos os gêneros. Com a revisão de sua obra, eleva-se a estima pelo cinema de Okamoto e evidencia-se a sua personalidade exemplar, capaz de deixar a sua bela assinatura mesmo em condições desfavoráveis na ciranda dos interesses dos estúdios de cinema.

A retrospectiva apresentará 14 de seus 39 filmes graças às colaborações da Tokyo Filmex, Toho, The National Museum of Modern Art Tokyo, The Japan Foundation Film Library Tokyo, Fundação Japão de São Paulo, National Film Center Tokyo, Cinemateca Brasileira e a produtora Mineko Okamoto, viúva de Kihachi Okamoto, que estará em São Paulo entre 16 e 31 de outubro.

O diretor é pouco conhecido fora do Japão, mas suas obras são bem conceituadas não só entre os críticos franceses. Os cinéfilos e críticos americanos há muito admiram a obra de Okamoto. O diretor influenciou cineastas ocidentais contemporâneos como Quentin Tarantino (“Kill Bill Vol. 1 e 2”) e Jim Jarmusch (“Ghost Dog: Matador Implacável”). Pouco conhecido por aqui, seus filmes passeiam entre os gêneros de filmes de samurai (chambara movies), de gângster, e de guerra, alguns deles usando humor negro como forma de crítica social.

Oh, Minha Bomba!

Para aproveitar o melhor da obra do diretor programe-se: a retrospectiva será em sua maior parte apresentada apenas Cinemateca Brasileira. Apenas um dos filmes terá uma sessão no Cinesesc. Aqui vão algumas dicas do que assistir:

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